Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 19 de agosto de 2019.
 
Universidade Positivo continua sua saga de demissões

O Sinpes recebeu a informação de que a Universidade Positivo teria demitido vários professores no final do primeiro semestre letivo de 2019. A denunciante, que preferiu não se identificar, ressalta que há duas semanas os desligamentos acontecem na universidade, o que tem gerado grande apreensão entre os professores e prejudicado a produção do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de diversos alunos.

Nas redes sociais existem diversos pronunciamentos de alunos nesse mesmo sentido, o que confirma a veracidade da denúncia.

No curso de Pedagogia três docentes teriam sido demitidos. Já na Escola de Negócios mais três professores perderam o emprego. As demissões geraram um sentimento de insegurança nos outros professores da universidade e revolta em muitos alunos que perderam os orientadores de seus TCCs.

Entre os demitidos estão, segundo a denúncia, quatro doutores, o que certamente representa perda de qualidade no corpo docente da Universidade Positivo.

Para piorar as coisas muitos professores começaram o segundo semestre trabalhando por meio de “Carta Convite”, uma forma fraudulenta de fazer parecer que a carga horária não integra o patrimônio do professor, pois ele é contratado para um número definido de aulas no semestre ou no módulo, como se fosse um contrato por prazo determinado. Ao fim do módulo ou semestre ele recebe outra “carta” reduzindo ou aumentando a carga horária ao bel prazer do empregador.

No mês de abril deste ano, cerca de 30 professores teriam sido demitidos da Universidade Positivo. Entre os profissionais estariam diversos coordenadores de curso. Ainda, segundo a denúncia recebida, a UP passou a exigir das coordenações o angariamento de alunos para a abertura de turmas, o que caracteriza claro desvio de função.

Assim, ainda antes do termino do primeiro semestre, o clima nos corredores da Universidade já era de grande tensão. Além das demissões, os docentes da UP enfrentam outros problemas como salas superlotadas (com mais de 80 alunos) e pontos de registro funcionando irregularmente, o que gera prejuízo no recebimento do adicional noturno (já que as horas extras por tradição não costumam ser pagas).

O Sinpes aguarda liberação da agenda do Reitor Pio Martins para apresentar pessoalmente a apreensão do corpo docente em face dessas irregularidades, que se acentuaram depois da eleição de Oriovisto Guimarães para o Senado da República.