Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 10 de maio de 2021.
 
Sinpes repudia volta às aulas presenciais no UniDomBosco

O Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES vem a público repudiar a decisão do Centro Universitário UniDomBosco em retomar as aulas presenciais dos cursos de saúde neste momento, quando a pandemia causada pelo Novo Coronavírus mostra sua face mais devastadora.

Professores e professoras da instituição entraram em contato com o sindicato denunciando que o UniDomBosco está obrigando docentes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Psicologia a retornarem ao modelo híbrido e à volta às aulas teria acontecido nesta segunda-feira (22/03). A denúncia ainda destaca que diversas turmas estavam com cerca de 30 alunos, o que excede a recomendação de 50% de estudantes por turma.

O Decreto 600 da prefeitura municipal de Curitiba publicado no último dia 19/03, em seu artigo 6º, define que “todos os estabelecimentos autorizados a funcionar, na forma deste decreto, deverão cumprir o Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba e as orientações, protocolos e normas da Secretaria Municipal da Saúde para cada segmento de atividade, no que se refere à prevenção da contaminação e propagação do novo Coronavírus (COVID-19)”, medidas que, conforme denúncia encaminhada ao Sinpes por docentes da UniDomBosco, não estariam sendo respeitadas.

O Sinpes ressalta ainda que, até o final da manhã desta segunda-feira (22), 967 pacientes aguardavam na fila de espera por um leito exclusivo no Paraná. Destes, 553 esperam por UTI e 414 por enfermarias. Curitiba atingiu 103% da ocupação de leitos de UTI exclusivos para Covid-19. O Paraná já soma 794, 608 infectados e 14.855 mortos.

No início de março, ao menos nove escolas da região de Maringá, no noroeste do estado, precisaram ser fechadas por conta de surtos de Coronavírus entre educadores. Quatro escolas de Foz do Iguaçu e duas da Região Metropolitana de Curitiba ficaram em quarentena pelo mesmo motivo. O mesmo aconteceu com colégios da rede privada.

O Sinpes reforça sua posição contrária à volta das aulas presenciais antes da vacinação de professores e professoras. Colocar profissionais e alunos em aulas presenciais neste momento de pandemia é expô-los ao vírus e condenar principalmente aqueles que pertencem a grupos de risco.