Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 25 de outubro de 2020.
 
Professores da Unicesumar denunciam atitude negligente da instituição que coloca seus trabalhadores em risco de contágio

O Sinpes recebeu denúncia de que trabalhadores da Unicesumar, entre eles professores da modalidade EAD, estariam ainda trabalhando de maneira presencial. Estes profissionais seriam obrigados pela instituição a trabalhar no Bloco 4 da unidade de Curitiba, fato que já causa desespero entre os docentes. Segundo a denúncia, que circula de maneira intensa também nas redes sociais, mais de 100 empregados trabalham juntos, em contato direto uns com os outros.

A atitude da Unicesumar vai contra as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), contra o decreto 4317/20 do Governo do Estado do Paraná, assinado no dia 21/03, que estabelece que deve ser considerada “a suspensão dos serviços e atividades não essenciais e que não atendam às necessidades inadiáveis da população” e contraria também o decreto da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Ao manter seus empregados trabalhando de maneira presencial, a Unicesumar também age contra as orientações do Sinpes que destaca que no complexo momento pelo qual passamos, se evidencia ainda mais a importância dos direitos sociais, do autocuidado e do cuidado coletivo, demandando solidariedade reforçada de todos os atores sociais. Tal momento, como ressalta o sindicato, exige também, atenção redobrada com a saúde e os direitos dos trabalhadores.

O Sindicato reforça ainda, por meio de ofício encaminhado às instituições de ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana, que de forma alguma o atual estado de coisas pode impactar negativamente os direitos dos professores. Ao contrário, o momento exige colocar a saúde, inclusive psicológica, dos empregados e da sociedade acima dos interesses da empresa.

O Sinpes entrou em contato com a assessoria de imprensa da Unicesumar pedindo uma posição da instituição sobre essa denúncia, no entanto, até a publicação desta matéria não havíamos recebido resposta.