Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 18 de março de 2019.
 
Professores da Fepar não recebem salário e realizam paralisação de advertência no dia 12 de novembro

Por não terem recebido o pagamento integral dos salários de outubro, os professores da Faculdade Evangélica do Paraná (Fepar) vão paralisar suas atividades durante a próxima quarta-feira, dia 12 de novembro.

Como a instituição de ensino não cumpriu a promessa de efetuar o pagamento do salário de outubro no quinto dia útil de novembro para todos os docentes, os professores presentes na assembleia promovida pelo Sinpes (Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba) no dia 08 de novembro, decidiram pela realização desta greve de advertência, além de deliberarem a retenção de notas do quarto bimestre e por uma segunda paralisação de advertência, agendada para o dia 03 de dezembro, caso não haja o pagamento da primeira parcela do 13º salário até o dia 30 deste mês.

A Fepar chegou a solicitar ao Sinpes a retirada do carro de som que fazia a mobilização de professores e alunos na frente da instituição, comprometendo-se a pagar na data estabelecida pela lei o salário de outubro. Contudo, a Faculdade Evangélica não honrou este compromisso.

Nova grave irregularidade denunciada na última assembleia foi a contratação de alguns “professores autônomos” que teriam sido “alertados” no sentido de que seus salários sofreriam atrasos ainda maiores do que os registrados e que não recebem desde o primeiro semestre de 2014.

A luta de professores, alunos e empregados não docentes vai além do cumprimento da legislação trabalhista em relação aos primeiros. Volta-se em direção à excelência de ensino e contra a falta de planejamento orçamentário e o aumento proibitivo das mensalidades escolares, razões pelas quais o Sinpes espera adesão maciça da comunidade acadêmica ao dia de paralisação.

O Sinpes, em conjunto com o Sindicato dos Médicos, e com o Diretório Acadêmico do Curso de Veterinária, já denunciou os recorrentes atrasos salariais ao Ministério Público do Trabalho, para que fosse promovida investigação sobre o assunto.

Esta semana o Sinpes ajuizará ação voltada para centralizar as mensalidades escolares em conta vinculada junto à Justiça do Trabalho para pagamento prioritário dos professores, a exemplo do que já foi conseguido em situação semelhante junto às Faculdades Espírita. Esta providência não exime os interessados na participação da luta por melhores condições de salário e de educação, visto que ainda depende da sensibilidade do Juiz do Trabalho que analisar a questão.

A partir do início do primeiro semestre letivo de 2015, a paralisação pode ocorrer por tempo indeterminado, se não estiverem quitados os compromissos salariais exigíveis a partir de 20 de dezembro de 2014 (segunda parcela do 13º salário).