Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 26 de março de 2019.
 
Negociações caminham para greve geral por tempo indeterminado

As Instituições de Ensino Superior prosseguem sua postura irresponsável de negociação coletiva, não dando aos professores outra alternativa, senão a deflagração de greve geral, para que consigam melhores condições de trabalho e de remuneração.

Além de não terem comparecido às reuniões convocadas pelo Sinpes na Superintendência Regional do Trabalho, conforme amplamente noticiado pelo SINPES no jornal Didata e no seu sítio eletrônico, a comissão encarregada da negociação coletiva por parte do SINEPE somente voltou a negociar no início de agosto de 2012, não tendo habilidade sequer para arrancar da assembleia geral da categoria patronal um milímetro de avanço nas negociações. Segundo informação prestada pela assessoria jurídica do SINEPE, a proposta de reajuste salarial de 6,53% a partir de fevereiro foi mantida sem nenhum avanço pelos empregadores reunidos em assembleia geral em meados do mês de agosto.

Em evidente demonstração de boa vontade, o SINPES nesta nova rodada de negociações, visando contornar o surrado argumento patronal no sentido de que o reajuste não podia ser expressivo em face da difícil situação financeira de algumas instituições de ensino superior, propôs a celebração de acordos coletivos de trabalho estabelecendo aumentos superiores para os professores de escolas sólidas e lucrativas. O Sindicato também aceitou sugerir à assembleia geral, a possibilidade de “nivelar por baixo” os reajustes aplicáveis àqueles que ostentam dificuldades econômicas.

Todavia a comissão negociadora do SINEPE não demonstrou o menor interesse político em diferenciar os reajustes, solução natural e sensata para o impasse, na medida em que contornava o argumento desde há muito repetido pela entidade sindical patronal e atendia os professores daquelas instituições de ensino superior que se apresentam melhor mobilizados, inclusive frequentando as assembleias gerais convocadas pelo sindicato e se dispondo a participar de movimentos coletivos voltados para pressionar a classe patronal.

As razões desta intransigência saltam aos olhos. É que a comissão de negociação patronal é capitaneada por ninguém menos do que a Senhora Rosa Vianna, proprietária das Faculdades Integradas Curitiba, sólida e lucrativa instituição de ensino superior que se beneficia sistematicamente do desgastado argumento da necessidade de se nivelar por baixo em “benefício” daquelas escolas que amargam problemas financeiros no seu cotidiano.

Diante da má vontade sindical, o SINPES tentou negociar com as principais Instituições de Ensino Superior individualmente tal solução.

Por um lado agendou por diversas vezes encontro com o Diretor de Recursos Humanos da Universidade Positivo, o qual sistematicamente adiou o encontro evidenciando o total menoscabo desta instituição de ensino superior para com seus professores. Tal atitude revelou-se ainda mais sórdida na medida em que a Universidade Positivo estimulou a propagação de falsos boatos no sentido de que, sem qualquer necessidade de mobilização, seus professores seriam aquinhoados com reajuste superior à proposta sindical (de 8%), com o objetivo evidente de enfraquecer o movimento.

Por outro lado, até conseguiu agregar a Pontifícia Universidade Católica e algumas outras importantes instituições de ensino superior confessionais em processo de negociação paralelo voltado para reexaminar as condições coletivas de trabalho como um todo, tendo como porta voz, o Diretor de Recursos Humanos da PUC Carlos Echeverria.

O surpreendente desligamento deste executivo da Direção de Recursos Humanos enfraqueceu significativamente qualquer possibilidade de saída negociada para o impasse. Embora a PUC afirme em contato realizado com o Vice-Reitor Paulo Mussi, que mesmo fora do quadro de empregados da Associação Paranaense de Cultura o Sr. Carlos Echeverria continua credenciado para prosseguir as negociações coletivas, já que os acordos até aqui pactuados e em andamento celebram-se entre instituições e não entre pessoas, por suposto que diminuídas significativamente a capacidade de aglutinamento e de convencimento deste profissional, uma vez afastado dos centros de decisão.

Esvaziada a capacidade de negociação deste déspota esclarecido dos tempos modernos, o que resta é a truculência e a inabilidade patronal dos que duvidam de nossa coragem e da nossa capacidade de mobilização e pretendem enfiar-nos goela abaixo o pífio reajuste de 6,53%.

A última provocação do SINEPE foi assinar convenção coletiva de trabalho com o SAAEPAR, garantindo aos empregados não professores de instituições de ensino superior reajuste de 7% a partir de março de 2012, superior ao aumento que dizem ser o máximo que podem conceder aos seus professores.

O desdém para com a laboriosa categoria dos professores de ensino superior chegou a patamares nunca dantes imaginados.

CHEGOU A HORA DE CONQUISTARMOS NA LUTA O RESPEITO E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E DE REMUNERAÇÃO!

GREVE GERAL E POR TEMPO INDETERMINADO JÁ! TODOS À ASSEMBLEIA DO DIA 6 DE OUTUBRO ÀS 15H00MIN NA RUA JOSÉ LOUREIRO 578, 3º ANDAR SESC CENTRO.