Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 18 de janeiro de 2022.
 
Denúncia revela atraso em pagamentos de professores/as e ilegalidades em contratos da Uniandrade

O Sinpes recebeu denúncia de que professores e professoras da Uniandrade estariam recebendo seus salários com atraso. Segundo a denúncia, a situação acontece há alguns meses e docentes chegam a receber sua remuneração com mais de 15 dias de atraso. Os salários de setembro teriam sido pagos apenas no dia 23 de outubro. Quanto aos salários de outubro não haviam sido pagos até 08 de novembro.

A denúncia destaca também que o serviço de Recursos Humanos da Uniandrade não informa aos docentes os motivos dos atrasos, não libera os holerites e solicita que qualquer tramite ocorra de maneira presencial. Ainda, conforme o denunciante, os professores são coagidos a assinar holerites que atestam recebimento com data do quinto dia útil, contrariando a triste realidade de pagamento apenas e tão somente na segunda quinzena do mês. Também não há transparência quanto ao valor da hora/aula e o valor que professores e professoras recebem.

A Uniandrade também estaria solicitando a presença de professores e professoras para que assinem “contratos avulsos”, ou seja, parte das atividades não são pagas em folhas, mas em contratos ilegais sem os devidos encargos.

Prints de Whatsapp encaminhados ao Sinpes mostram conversas em grupos de professores e professoras da Uniandrade revelando a triste situação destes trabalhadores.

Prints encaminhados ao Sinpes mostram o desesperos de professores com salários em atraso

Por fim, mesmo diante dos recorrentes atrasos, a Uniandrade, conforme a denúncia comprova por meio de prints de mensagens encaminhadas pela instituição a seus professores/as, tem avaliado com rigor o desempenho de seus docentes, sendo constantes as cobranças para que lecionem com “excelência”.

Essa situação traz à tona tristes lembranças de atrasos salariais contumazes que se exacerbaram nessa instituição de ensino superior na década de 90 e que ensejaram constantes processos do Sinpes, assim como o ajuizamento de ações trabalhistas voltadas para a cobrança de cláusulas convencionais penais estabelecidas para situações de mora salarial. Na época, a Uniandrade tinha o mau vezo de pagar os salários de seus professores com indecorosos cheques pré-datados, o que ensejou a promoção pelo Sindicato do “Dia do Depósito”, data coincidente com a véspera de um feriadão em que todos os professores foram conclamados a efetuar o depósito dos seus cheques.

O RH da Uniandrade, conforme a denúncia, não dá explicações sobre o motivo dos atrasos

O desgaste da Uniandrade na época foi tamanho que seu proprietário, José Campos de Andrade em uma acirrada audiência trabalhista fez promessa de pôr termino ao atraso dos salários, compromisso que foi cumprido por diversos anos a partir de então, hoje esquecido pelos seus sucessores na administração do negócio.

 

O Sinpes entrou em contato com a Uniandrade pedindo uma nota sobre as denúncias trazidas neste texto, mas até a publicação não tinha recebido resposta.