Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana
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Curitiba, 19 de janeiro de 2019.
 
Análise do Advogado Daniel Godoy Junior sobre a Aprovação da Reforma Trabalhista

A reforma trabalhista é apenas uma das faces do golpismo. O capital internacional não dá nenhuma importância ao conceito de nação. Apenas os ignorantes políticos e os mal intencionados imaginam que esta reforma vai trazer mais empregos e dignidade ao povo. Pelo contrário.

Com a precarização e os direitos sonegados, só vão aumentar a hecatombe econômica, a violência social e a miséria. Os pequenos e médios empresários – cativos do mercado interno – não vão ter um mercado consumidor para seus produtos e serviços.

Os grandes empresários, endividados, serão levados a se submeter aos interesses internacionais, sem nenhum proteção do Estado brasileiro. A competitividade decantada será apenas em benefício do setor exportador, com a mão-de-obra miserável.

O próximo presidente, herdará um país conturbado, com a ampla maioria da população com seus direitos sociais sendo violados cada vez mais. O Congresso espúrio – ilegítimo e resultado da captura do Estado pelo capital, de forma aberta e despudorada – perderá cada vez mais relevância. O Judiciário, cada vez ais elitistas, terá o papel de – após a judicialização do desmonte – assegurá-lo.

Estamos avançando celeremente para uma descrença total nas instituições do Estado e da sociedade civil, incluindo a mídia oligopolizada. A próxima disputa eleitoral tende a repetir os resultados das eleições européias, altíssima abstenção e grande número de votos brancos e nulos, sepultando os partidos tradicionais.

É o terreno ideal para que o capital financeiro continue avançando em seus planos de ampliação da exploração, com seus tecnocratas “apartidários e gerenciadores”. A candidatura de esquerda – Lula até o momento – terá um papel crucial para barrar o desmonte total do Estado Social inaugurado pela Constituição de 1988.

A saída de Temer e o concerto em torno de Maia (ou qualquer outro), serão garantidos por uma reforma política, que se não for ampla e radical, só consolidará (com o voto popular) a proposta autoritária do golpe. Assim, aos democratas e trabalhadores, desde já, destaca-se a necessidade de construção da mais ampla unidade em torno de um programa de reconstrução nacional, cujo eixo central só pode ser a dignidade da pessoa humana.

Para isso, a Constituinte para reestabelecer o contrato social ( Constituição) violado por mais de 95 Emendas Constitucionais desde 1988, com a eleição de uma grande bancada de democratas e trabalhadores comprometidos com as liberdades e os direitos sociais.

Diretas Já e Eleições Gerais com Constituinte! As ruas serão os locais dos grandes embates para assegurar a revisão das reformas desestruturantes. O caldeirão social ferve em fogo lento, que tende a aumentar a temperatura. Contra a resistência popular – a depender dos golpistas e seus asseclas – será pau, porrada e bomba para conter os miseráveis !